
domingo, 27 de março de 2011
sábado, 5 de junho de 2010
Chico conotativo!

O tema do leite já havia sido introduzido na narrativa: Matilde tinha seios fartos, seu leite era “exuberante”, amamentava a filha com prazer e sem pudor. O leite é a metáfora da vida, que abundava em Matilde. Ao leite se contrapõem, no romance, outros líquidos vitais, masculinos: o sêmen e o sangue. Embora também vitais esses líquidos sejam associados à morte. O sêmen é evocado em conexão com o assassinato do pai: “Mas vai restar visível uma mancha úmida no colchão, que tratarei de virar como faço toda manhã, deixando para cima o lado das manchas secas. Terei a sensação de que o colchão pesa mais um pouco a cada dia (...) E pensarei que, se eu tivesse virado o corpo do meu pai na garçonnière, ele pesaria igual ao colchão e exalaria o mesmo cheiro (...) E queria entender por onde entraram tantas balas, porque parecia que todo o sangue dele tinha saído pela boca, aquela grande úlcera”. Desperdício de vida, como o leite derramado; mas o do sangue provinha da culpa do pai, enquanto o do leite de Matilde é pura perda, sofrimento que se esvai pelo ralo da pia e que permanece, para Eulálio, um “mistério”.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
A idéia

quarta-feira, 26 de agosto de 2009
NOSSO LADO MAQUINA...

conteúdo retirado da revista O globo.
Nossa sociedade. Nós. Humanos. Maquinas. Onde nos perdemos? Quando realmente nos encontramos?
Acho que não existe outro período na História onde tivemos tanta liberdade quanto temos hoje, nenhum tipo de repressão, nem oposição a nada. Podemos tanto e essa talvez seja a maior repressão, a maior barreira entre as pessoas.
A sensação de poder fazer o que quiser gera a vontade de fazer tudo ao mesmo tempo. A internet se aproxima da velocidade da luz, nos possibilitando falar com todos, de uma só vez.
Quantidade exorbitante! E a qualidade?
Acho que é mais fácil dizer para muita gente ao mesmo tempo que você esta entrando no carro e indo ao supermercado do que sentar com um amigo e falar do que realmente nos faz bem, e do que nos faz mal. O conceito de nos relacionar está mudando, não sabemos muito bem para onde.
Comecei a pensar seriamente sobre isso no dia em que encontrei pessoalmente um grande amigo que conversava toda noite comigo no Messenger, foi tão estranho.... Na época e pelo tipo de conversa que tínhamos, eu poderia dizer que ele era meu melhor amigo, e de repente nos vimos ali, completamente sem graça, sem saber sobre o que falar então eu dei o primeiro passo e perguntei se ele estava melhor. Ele riu e falou:
- te respondo mais tarde pelo MSN.
Seria mais fácil assim, agente já se conhecia naquele esquema, aquela era nossa relação possível. Era menos assustador lidar com a minha interpretação de suas palavras, do tom de voz que eu imprimia em cada frase, da risada que eu via passando na minha cabeça e que talvez ele nunca tivesse dado. Era a minha relação com a minha imaginação através da sugestão dele.
Imaginem, então, se o twitter promovesse um encontro entre as pessoas que postam mensagens o dia inteiro, dando as coordenadas de cada passos de suas vidas, e seus seguidores que acompanham fervorosamente cada informação. Como seria? O que diriam uns aos outros? Seria confortável saber quem são as pessoas que sabem tanto da sua vida? Que tipo de intimidade é criada entre essas pessoas? Às vezes acho que jogamos essas preciosas informações de nossas vidas à deriva, sem direcionar de verdade pra ninguém.
Preenchemos esse espaço em branco do mundo virtual de nós mesmos e não absorvemos de fato nenhuma informação do outro.
O mundo virtual está diretamente relacionado ao mundo imaginário, e nenhum é de fato palpável. E assim somos cada vez mais livres e mais entocados em nossos planetas particulares, nos privando da troca construtiva com o outro, ficando apenas com a idéia de se comunicar.
Falta de tempo é a nossa grande aliada na hora de ter uma desculpa para não podermos nos encontrar, mas tempo é a única coisa que temos nessa vida.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
SUNUNGA POWER!!!....
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Não tema os erros. Eles não existem.

Todos nós sabemos como nascem as pérolas. Quando um grão de areia se deposita acidentalmente na concha de uma ostra, encrustando-se ali, a ostra passa a secretar uma quantidade cada vez maior de um muco espesso e homogêneo, que solidifica em camadas microscópicas sobre o corpúsculo estranho, até se transformar numa pedra dura, perfeitamente esférica e lisa, de irradiante beleza. A ostra transforma o grão de areia e a si mesma em algo novo, transmuta a intrusão do erro ou da estranheza num sistema próprio, completando a gestalt de acordo com sua natureza.
Se a ostra tivesse mãos, não haveria pérolas. Como ela é obrigada a conviver com a irritação por um longo período de tempo, a pérola se forma.
Na escola, no ambiente de trabalho, quando aprendemos uma arte ou um esporte, somos ensinados a temer, ocultar ou evitar os erros. Mas os erros têm um valor inestimável. Antes de tudo, um valor como matéria-prima do aprendizado. Se não cometermos erros, provavelmente não chegaremos a fazer nada. Tom Watson, que foi durante muitos anos o chefão da IBM, disse: O julgamento correto nasce da experiência. “E a experiência nasce dos erros de julgamento”. Os erros e acidentes podem ser grãos de areia que se transformarão em pérolas; eles nos oferecem oportunidades imprevistas, são em si mesmo fontes frescas de inspiração. Aprendemos a considerar nossos obstáculos como ornamentos, oportunidades a serem aproveitadas e exploradas.
E pra finalizar, gostaria de pedir desculpas a todas as pessoas as quais cometi e virei a cometer algum erro, e dizer que não foi por mal..rs. E que as vezes agente comete erros sem saber que estamos fazendo-o.
Aah, e eu não sabia como as pérolas nasciam... =(